quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Que venha o frio




A novidade que aponta para a temporada do inverno 2011 está na mistura das texturas. Para você ficar hiper moderna e atualizada, a tendência será usar o contraste nos tecidos, como couro e renda por exemplo. Além deste contraste, de roupas pesadas com leves, o inverno terá ainda muitas peças avulsas como saia, casaquinhos, blusas, boleros.  Mas o forte da estação estará nos vestidos que você pode apostar com casacos curtos, cardigans longos ou ainda com paletós.
Para dar aquela esquentada no visual está valendo o vermelho, azul, rosa e amarelo, mas, as cores neutras como caqui, beges, caramelo e cinza são coringas que se usadas em composição com as cores quentes, dão um toque fundamental no seu look e tira aquele ar de inverno sisudo.
Para levantar ainda mais o ânimo nos dias frios, invista no efeito patchowork, estampados e florais. Os paetês voltam com tudo e ainda maiores. Se você está enjoada dos brilhos, repense seus conceitos e não deixe de usá-los.
E aquele estilo militar? Este não abranda, volta transformado e a sugestão é misturar roupas duras, retas com cores fortes como verde oliva com peças finas de renda ou seda que seja de característica bem feminina.
Os tricôs, aqueles que lembram os casacos da vovó, estes vem com força total e serão vedetes. Aposte naqueles de pontos largos e bem felpudos.
E para quem gosta do estilo clássico, o jogo do universo feminino e masculino continua, pode ficar tranquila  pois a alfaiataria continua reinando triunfante.
O calçado da vez pode ser confiado aos oxfords, sapatilhas, ankle boots e botas que são as propostas ideais para o inverno.

sábado, 22 de maio de 2010

Profissão Mãe

Profissão Mãe
Múltiplas funções em uma só mulher, com um só coração.

Por: Viviane Ribas

Ainda menina, embala em seus braços a boneca e canta cantiga de ninar, instinto maternal que não há igual. Sonha em logo crescer e muito mais coisas aprender. Quando jovem, sua prioridade é estudar, mas só pensa em namorar. Já adulta, quer encontrar o “príncipe encantado” e com ele ser feliz para sempre. Faz plano, quer realizar-se. E para completar, os filhos ela começa a desejar. De ideologia à realidade, verdadeiramente mãe ela se torna. Suas funções triplicam, afinal, agora, além de ser dona de casa é esposa e mãe.

Sua vida modificou, começa então uma nova jornada. Sente agora a necessidade de trabalhar fora, ajudar nas despesas domésticas e colocar sua profissão acadêmica em prática. Inicia-se aí sua quádrupla função. Não é tarefa fácil ter uma casa para cuidar, filhos para criar e trabalhar com toda força para despontar no mercado de trabalho e tornar-se uma excelente executiva.

Ao chegar em casa a noitinha, o filho quer sua ajuda na tarefa escolar, o outro chora porque está com fome, enquanto o outro pede a atenção que ela tiver. O marido a espera linda e maravilhosa para poder namorar. São todos dependentes da força e carinho desta mulher.
Ela, a mulher e mãe moderna, assumiu a pluralidade, concilia a vida profissional e tarefas domésticas, sem descer do salto. É, o velho arquétipo de mulher submissa, dependente do marido está pra lá de ultrapassado. Ela mostrou que pode ser independente, multifuncional e boa esposa ao mesmo tempo.  Sua emancipação feminina está cada vez mais intensa, deixou de ser “Amélia” para ser a boa empresária também. Mãe e mulher, que tem várias funções e é uma só, em um só coração.
  

Texto divulgado também no site Plano Feninino
http://www.planofeminino.com.br/home/oquenosqueremos_etcetal.php?mat_cod=66714

sábado, 3 de abril de 2010

De quem é a praça? De quem é a rua? De quem é a lua?


Tudo bem que a praça é do poder público, porém é do pobre, é do rico, é do público também.
Na praça é gente que vai e gente que vem. Mas na verdade não é de ninguém.
Na rua todo mundo gira, todo mundo passa. Mas ela não é minha, nem é sua também.
E a Lua? Ela é sua? Não. A Lua é do espaço que a detém.
Algo me incomodou muito quando tentei refletir e não entendi sobre o que vi na praça outro dia. Quarta feira é sempre um dia alegre, dia de sair nas ruas, dia de ir na praça, de ir na feira da lua.
Na quarta feira é dia do pobre mundo dos ricos. Ou será que é dia do rico mundo dos pobres?
Andando pela feira, deparei com um menino muito pobre, mas era tão pobre que não tinha sequer um calçado nos pés. O menino deveria que ter em torno de uns três anos de vida, mal sabia falar. Então em meio a multidão, implorava por uma migalha de pão.
Aquele menino pequeno andava pelo meio do povo, pedindo uma moeda, queria comer.
Será que aquele dia seria um rico dia para um menino pobre? Ou será que os ricos ficariam mais pobres se dessem uma esmola ao menino?
Já não sei se pobre é quem pede, ou se pobre é quem não dá o que comer a quem tem fome.
Pobre e mesquinha é a atitude de quem têm e não dá.
Será que aquele que instala uma barraquinha na praça é rico? Ou será pobre porque ali tem que trabalhar?
Será que quem passeia pela praça é rico porque tem para comprar? Ou será que quem passeia pela praça é tão pobre a ponto de ter que pedir?
Ninguém é tão pobre que não tenha algo a oferecer. E ninguém é tão rico que não precise da ajuda de alguém.
Foi de cortar o coração, quando o menino de pés no chão, no meio da multidão pediu ao rico dono da barraquinha um pedaço de pão, e aquele irmão sem a mínima noção, lhes disse não. E foi de cortar o coração quando o dono da barraquinha disse ao menino para sair dali, porque ali ele não pode ficar.
Quem instala uma barraquinha na praça, debaixo da lua, na rua, que é minha e que e é sua, não tem o direito de dizer que naquele espaço o menino não pode ficar. Esse espaço não é meu, nem seu, não é de ninguém.
De quem é a praça? De quem é rua? De quem é a lua?

“Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."(Clarice Lispector)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Desacelerar é preciso

O mundo moderno nos leva para uma vida cada vez mais acelerada. Tentamos fazer mais e mais coisas, tudo ao mesmo tempo. É o mundo da pressa, da concorrência, da velocidade e da corrida contra o relógio.
Ser rápido nos dias de hoje parece sinônimo de capacidade e prestígio em nossa cultura. Por isso torna-se difícil desacelerar, afinal, até para desacelerar temos pressa.
Você já parou para pensar em como é o seu dia a dia e como fazemos tudo muito rápido para que haja tempo suficiente para fazer o que ainda falta ser feito?
Não nos bastasse a pressa e a velocidade em fazer tudo ao mesmo tempo, ao chegar o final do dia, ainda temos a sensação que não acabamos nossas tarefas e que as horas não foram suficientes para darmos conta dos nossos afazeres.
Para economizarmos tempo, nos alimentamos mal, nos relacionamos mal, dormimos mal e temos a impressão de que ainda há trabalhos para terminar. Enfim, perde-se qualidade de vida.
Em tempos de transição evolutiva, que nos faz viver de forma acelerada, a internet com sua “blogesfera” contribui para dividir nosso tempo. Essas alternativas vieram com o propósito de “registro cotidiano de atividades” e propagar notícias, porém, é utilizado de varias formas em especial com conversas sobre nossas vidas, onde confidenciamos, divulgamos, expressamos nossos sentimentos e acima de tudo, onde dedicamos boa parte do nosso tempo. Desta forma, acabamos dando mais atenção a quem está longe de nós e deixando, muitas vezes, de dar atenção para aqueles que estão perto de nós.
A tecnologia contribui para nos deixar impacientes, intolerantes com a espera, onde queremos tudo instantâneo e que as coisas se resolvam o mais rápido possível, de preferência, “pra ontem”.
Estamos vivendo uma era de transição evolutiva muito acima da nossa capacidade de compreender. É um período que traz consigo mudanças sociais e culturais significativas, e no seu percurso carrega também uma enxurrada de informação em que é preciso muita velocidade para acompanhar tudo. Esse é o preço para não ficar de fora, não ficar para trás, ou seja, para podermos ficar conectados 24 horas por dia.
Mas será que de fato estamos conectados em toda essa transição evolutiva ou somente estamos ligados aos acometimentos, porém, desprovidos dos seus significados e complexibilidade? Ou ainda, será que estamos apenas atentos se nossa mensagem foi recebida e aceita com sucesso?
A evolução e as mudanças caminham a passos largos, ela transgride o senso comum e desafia nossa capacidade de imaginação. Neste caso, o melhor a fazer é não se precipitar e nem reagir imediatamente a essas mudanças. O melhor resultado é desacelerar, quebrar alguns protótipos para só depois acelerar de forma consciente e de forma coesa, que faça sentido.
Existe uma filosofia que está mudando a vida de muita gente e que vai contra a corrente do mundo moderno. É o “slow movement” que quer dizer, movimento devagar. É uma tendência que propõe uma grande revisão e revolução dos valores da vida contemporânea.
Portanto, não tenha medo de desacelerar. Você certamente não estará perdendo tempo. Desacelerar significa fazer tudo melhor e aproveitar mais. Você será mais saudável, mais produtivo no trabalho, mais concentrado e criativo. Porque desacelerar é fazer tudo no ritmo certo e com nexo.

sábado, 24 de outubro de 2009

A opção é sua

Muito bem, aqui estou, bem na sua frente. Tudo bem que você persiste em não me ver. A opção é sua.

O problema não está no que você não quer ver. O problema está em, mesmo sem me conhecer, você insiste em dar a sua opinião sobre mim. E não para por aí, o problema persiste em você só enxergar nas outras pessoas, aquilo que não enxerga em si mesmo e o que é ainda mais problemático – me reporta por parecida com você.

Para aqueles que não me enxergam, mas que insistem em dar sua opinião sobre a minha pessoa, eu faço questão em dizer, que faço questão de ver todos ao meu redor e isso faz a grande diferença. Querem saber por que? Porque quando faço questão de ver as pessoas em minha volta, percebo que cada um tem alguma coisa peculiar, percebo a beleza das pessoas, a alegria contagiante e percebo também aqueles que não querem me enxergar. Inclusive, percebo você bem aí na minha frente, desviando seu olhar, nervoso com a minha presença, reparando minha roupa, meus cabelos e meus gestos.

Perceba! Não há nada a temer comigo. Não precisa fingir que não me vê, não quero nada do que é seu. Sou obsessiva perfeccionista o suficiente para deter o que é meu de fato. Isso no trabalho, nas amizades e nas conquistas. E porque não dizer, no sucesso?

Para me enxergar, não precisa gostar de mim. Mas para gostar de mim, tem que me enxergar, sim. Está aí o que faz com que você tema. Gostar de mim.

A vida passa a ser bela, quando estamos diante daquilo que gostamos, não é verdade?

Então, mesmo não me enxergando, saiba, a minha vida é bela.

Esforço-me dia após dia para ser entendida por todos. Só aqueles que me entendem e me enxergam são capazes de expressar a sua opinião sobre mim.

Se a sua intenção em continuar não me enxergando é me irritar, aviso: perca sua energia com outro tipo de atividade, porque a mosca sentada no “toto” da vaca tem efeito semelhante a essa sua intensão.

Fico a pensar: por que me dou ao trabalho de escrever isso tudo?

Eu mesmo respondo: é porque sei que, assim como insiste em não me enxergar, você não é capaz de enxergar o contem neste texto.

Preferia que você não me enxergasse de verdade. Ou melhor, para não mais me enxergar, primeiro você terá que ter me visto um dia. E para não me enxergar, você estará fingindo sistematicamente que não me vê. Insistindo em não me ver, você é um escravo de mim, numa fuga constante.

Vamos lá! Abra seus olhos. Pode me ver. Sou bem diferente de você. E isso é ótimo!

Em algumas coisas sou melhor que você, em outras posso ser pior. No que eu for pior, pode ter certeza, é porque eu não gosto de fazer.

Pelo fato de você insistir em não me ver, acredite, já estou lucrando com isso, afinal você leu esta mensagem até o final e já percebeu que sou bem diferente de você. Só não sei se pode enxergar o contexto, o que está escrito nas entrelinhas. A opção é sua!

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